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A expressão “Black Friday” no mercado de ações contrasta fortemente com outros “black days” famosos na história da negociação, como a Black Tuesday (29 de outubro de 1929) ou a Black Monday (19 de outubro de 1987). A Black Friday, que cai em 27 de novembro deste ano, é o dia mundial do consumo, em que tradicionalmente as pessoas compram presentes de Natal e Ano Novo. As vendas em grande escala são típicas dos dias de hoje e suportam não apenas os varejistas, mas também o mercado de ações.

No artigo de hoje, falaremos do fenômeno da Black Friday e as tendências observadas no mercado de ações durante a liquidação de final de ano.

Temporada de compras

Apesar de seu nome sugestivo, a Black Friday certamente carrega uma conotação positiva em comparação com as famosas datas históricas de grandes quedas do mercado, os “dark days”. Isso porque as vendas em larga escala impactam positivamente o faturamento das empresas e sinalizam a continuidade da atividade de compras, importante para o crescimento econômico. Cerca de 30% de todas as vendas no varejo nos EUA e na Europa Ocidental acontecem na temporada de festas, que começa com a Black Friday.

Todos os olhos voltados ao varejo

Os varejistas são tradicionalmente considerados os principais beneficiários da Black Friday e da temporada de liquidações. O índice historicamente alto de confiança do consumidor nos Estados Unidos e no resto do mundo durante o período de liquidações do outono no hemisfério norte pode impactar positivamente a receita dessas empresas. As empresas de bens de consumo tradicionais incluem roupas, eletrônicos e produtos de beleza. Por exemplo, eBay e L’Oreal podem ser exemplos de varejistas de moda e beleza. Gigantes de produtos eletrônicos, como a Apple e a Microsoft também experimentam um grande aumento na demanda dos consumidores por seus produtos e serviços na última semana de novembro. Para mais ações relacionadas à indústria de bens de primeira necessidade para o consumidor, você pode visitar o site da IQ Option.

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Além de varejistas on-line, ações de empresas de tecnologia, como a Microsoft, estão entre os beneficiários de um possível rali de Natal pós-Black Friday. Um dos trunfos da Microsoft é a divisão de consoles de videogame da empresa. O X-box é um dos presentes mais cobiçados para crianças e adolescentes, então podemos esperar ver mais vendas durante as festas de fim de ano.

Fique on-line, fique seguro

Os tempos de pandemia da COVID-19 em todo o mundo impuseram ajustes a muitos hábitos de consumo, incluindo as compras antes das festas. Em condições de impossibilidade do consumidor de sair normalmente de casa para fazer compras, os maiores sites de compras on-line podem receber o benefício mais significativo. Observou-se que os usuários geralmente preferem comprar tudo o que precisam de um mesmo recurso para economizar tempo. Os líderes óbvios neste contexto são geralmente as gigantes americanas Amazon e Walmart e a chinesa Alibaba.

O “Efeito Janeiro”

Outra hipótese bem conhecida no mundo da negociação é o “Efeito Janeiro”. O que é isso? Simplificando, de acordo com essa teoria, se um trader está tendo perdas massivas em seu investimento até o final do ano, ele provavelmente poderá descontar essas perdas dos impostos.

Como o “Efeito Janeiro” pode ser considerado?

Embora seja apenas uma teoria, ainda há uma chance de capturar o “Efeito Janeiro”. Para fazer isso, os traders geralmente começam a seguir ações de baixo preço, por exemplo, com tendência de queda de preço no final do ano. Você pode seguir as ações de sua preferência adicionando-as à lista de observação colocada na sala de negociação.

Em janeiro, os traders que venderam ações por motivos de prejuízo fiscal (para descontar as perdas dos impostos) podem considerar a abertura de novas posições, com a possibilidade de estimular a alta do preço.

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